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terça-feira, 4 de maio de 2010

Amigo invisível




Os amigos não precisam estar ao lado para justificar a lealdade. Os amigos são para toda a vida, ainda que não estejam conosco a vida inteira.Temos o costume de confundir amizade com onipresença e exigimos
que as pessoas estejam sempre por perto, de plantão. Amizade não é dependência, submissão.Amigo mesmo modifica a nossa história. É a permanência de seus conselhos e apoio que dirão de sua perenidade.Assim como há os amigos imaginários da infância, há os amigos invisíveis na maturidade.
Aqueles que não estão perto podem estar dentro.Tenho amigos que nunca mais vi, e os valorizo com o frescor de um encontro recente. Não vou mentir a eles "vamos nos ligar?! " num esbarrão de rua. Muito menos dar desculpas esfarrapadas ao distanciamento.Eles me ajudaram e não necessitam atualizar o cadastro para que sejam lembrados. Ou passar em casa todo o final de semana.me convidar para ser padrinho de casamento, dos filhos, dos netos, dos bisnetos.Ao encontrá-los haverá a empatia da primeira vez, a empatia da última vez, a empatia incessante da identificação.Os amigos são próprios de fases: da rua, do ensino fundamental, do ensino médio, da faculdade, do emprego, dos cursos, da internet. Significativos em cada etapa de formação. Não estão em nossa frente diariamente, mas estão em nossa personalidade, determinando, de modo imperceptível, as nossas atitudes.
Quantas juras foram feitas em bares a amigos, bêbados e trôpegos?
Amigo é o que fica depois da ressaca.
É glicose no sangue.
A serenidade.

(Fabrício Carpinejar)


sexta-feira, 16 de abril de 2010

Brilha nos olhos e aquece o coração: Saudade.

E eu bendigo, envergonhado,
Esse amor, avô do meu...

 

[Manuel Bandeira, em: Cartas de meu avô].



Pode nem parecer para quem olha de fora, mas, dentro de mim, eu sei: amar você foi a coisa mais linda que eu aprendi assim que me trouxeram para o mundo. Foram mais de quinze anos, vô. São lembranças verdes. Verdes, do jeitinho que imagino a grama daquela fotografia preto e branco, onde você está numa pose de moço sério. Um moço sério que também pulava o carnaval, naquela cidadezinha, entre fantasias e histórias bobas. Histórias que você trazia de longe e fazia chegar aos meus ouvidos com um gosto saudoso. Que me faz querer saber mais. Saber de você.

E eu te sei tão bem! Sei do coração que quase nem era teu, de tanto que era da gente. Da festa que fazia quando chegava, por sempre ter um doce no bolso. Do jeito como sempre me recebia com um sorriso e uma frase engraçada. Da maneira de contar as coisinhas de minha vó e do amor bonito que eu sempre notava a cada vez que a cozinha se enchia com a presença de vocês, ou o modo encantado como se entregavam a Deus durante todos os dias, mas principalmente aos domingos. Sei também das reclamações, do jeito ranzinza de alguns instantes, dos sustos.

Eu gosto mais é de lembrar você com as plantas, com os animais daquele seu grande terreno, e daquelas tardes amarelas no meio do quintal. Gosto de lembrar dos passarinhos, e do melro quase da família, parte da infância minha e dos primos. E do dia em que você chegou com um pintinho verde e um cor de rosa, para cada um de nós. Motivo de alegria por semanas.

E você não mudou mesmo não. Inda lembro das vezes que chegava da rua aos sábados enquanto eu acabava de chegar na sua casa, e me fazia babar com os doces mais gostosos do mundo. São as melancias que me lambuzavam no quintal, aos domingos. O coquinho quebrado entre conversas. O moço que me fazia cócegas quando eu buscava um afago em seu colo. O mesmo que me servia de boneca, enquanto assistia televisão, e me deixava amarrar seus cabelos, enfeitar com laços, e sorria de mim, menina. Que me contava que meu nome ainda estava escrito na minha árvore preferida do antigo sítio. Você, para mim, vai sempre ser o mesmo moço de cabelos de algodão, que chora quando sente vontade e tenta disfarçar uns olhos vermelhos que não deixam nunca de emocionar. Aí eu inevitavelmente penso: se todos fossem no mundo iguais a você...

Porque era lindo, vô. Era lindo caminhar ao teu lado e ver todo mundo te cumprimentar alegre. Ver as crianças te chamando de vô, como aquele dia quando descíamos a rua ao lado. Aquele sorriso banguela que te perguntou cadê meu doce? E a maneira como sorriu ao receber de você uma moeda para comprá-los. Foi linda a maneira como você disse à moça que essa é minha neta. E o jeito como ela me parabenizou falando que ele era muito querido por todo mundo. Lembro dos teus olhos nos meus, nessa hora. Eu gritava um eu te amo urgente. Ainda hoje acho que você entendeu. É um orgulho, vô, é um orgulho ter muito do teu sangue correndo misturado ao meu.

Para agora, eu só não queria que você deixasse de caminhar teus dias. Virar essa cidade de cabeça para baixo, com teu corpo gasto de vida. Ainda havia tanto a se gastar! Chegar com tua sacola nas mãos. Tomar teu café de cheiro delicioso, me oferecer um biscoitinho, sentar ao meu lado no sofá, perguntar sobre minha mãe, minha outra família. Sentar comigo na cama também, e espalhar todas as fotografias que remontam nossos momentos furtados do mundo. Deixou tua imagem bem grudada em cada canto daquela casa que  veste você. Tomou meu amor, me deu o teu, assim, desse jeito mudo e explícito. E se faltava alguma coisa, a gente inventava. Queria que estivesses aqui para que eu pudesse te beijar.

Bença, vô.



(Por Jaya M.; Adaptado.)

sábado, 6 de março de 2010

Boa sorte.

Tem um cheiro de flor. Foram esses dias de chuva né? Deve ter brotado alguma coisa aí dentro... Aqui a guerra está acabando. E olha, doeu tanto pra terminar. Pra aprender. Sabia que não era fácil. E não era mesmo. Eu te disse também. É com espada que entra em guerra assim. Entra com espada e sai com sorriso e fazendo sorrir. Lutar não é feio não, viu? Pode não ser agora. Mas aprende. É. Eu me levantei. Eu sempre levanto, chego até voar. Abro os dois braços e voo. Dá pra ser feliz. Fui benzida com alecrim pelo sapateiro que morava numa casa cheia de árvores e plantas e curava ferida com chá. Ele ensinava que bater não dói. Dói mesmo é apanhar. Não tenho medo. Fica sabendo que fantasmas ficam atrás das cortinas esperando você colocar a cabeça pra espiá-los e eles nos assustam, viu? Sempre assustam. Esqueça dos tempos negros agora. É Fevereiro. Quem quer ser feliz, é. Simples assim. O que fica dentro de água parada é sangue-suga. Mas te garanto- ja fui e voltei tantas vezes- que nem dói tanto assim passar pela rio. Do outro lado você vai estar com uns arranhões que cicatrizam com dois beijos e um sorriso.

O mais dificil é decidir o dia do teu verão. E que se inicie as comemorações. O brilho da primeira estrela ja esta lá em cima. Fizetes teu pedido? Agora peça à lua, ela também atende, sabia? Então, boa sorte.

Como é fácil olhar pelo outro lado.

'Não vou me sujar
Fumando apenas um cigarro'

[Zé Ramalho]


Ouvir conversas sem lógica nenhuma e não ficar na varanda fumando olhando pro nada, à espera de uma estrela cair na testa. E ficar feliz se tem macarrão no almoço. Feliz por causa de uma macarronada! Só me sinto bem em estar viva. Isso mesmo. E assim me vem a certeza de sentir algo maior. Esfrego as mãos como quem precisa se acender vezenquando. Embarco todo dia nesse trem. De alegria, porque viajar é preciso. Apita. Solta fumaça nesse trem. De alegria, só de alegria.

Precioso.

Quando criança brincava de segurar areia nas mãos. Não dava pra segurá-la por muito tempo, ela escorria pelos dedos, mas mesmo assim, ficava umas pedrinhas. Na época, eu acreditava que eram pedras preciosas. Hoje, tenho certeza disso.

Fechado.

' aponta pra fé
e rema '

[Los Hermanos]

Tem dia de mandar carta, tem dia de tentar comunicação através da parede. Tem dia até de retirar uns tijolinhos pra se conseguir ver um zóinho que seja do lado de lá. Mas sempre vem um doido e tapa com cimento tudo de novo. É isso que acontece quando a gente quer chegar mais perto. E eu que sonhei com isso apenas com palavras… O mundo tá ficando esquisito, sempre em construção e reforma. Um muro alto, uma parede forte e boas fechaduras. Por isso ando criando pássaros que moram livres por cima do meu telhado.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

E assim sempre sera.

"...E acho graça no fim. Porque sou de riso fácil e boa entendedora de pessoas estranhas, bichos, etecéteras. Desconheço muito, muitas coisas. Mas se fico, é porque me agrada. Gente é pra ser entendida. Se quiser. E quando quero gasto força com isso. Faço desenhos sem parar. Passo horas no chuveiro. Rasgo um pensamento inteiro e corro atrás do caminhão do lixeiro só pra acompanhar teu pensamento. Não deixo nos bolsos carinhos, nem gestos de amor, nem sorrisos, nem nada. Rezo diferente de todo mundo. E se te dou a mão, entenda: carrego com você o mundo inteiro."

sábado, 4 de abril de 2009

Inveja...

"Não grite sua felicidade tão alto; a inveja tem sono leve."

A inveja, como diz um antigo ditado, é uma meeeerda! Sim, é u-m-a m-e-r-d-a.
Não para quem é alvo dela, não, na verdade esses têm o ego massageado. Se são invejados é porque por algum motivo, causam despeito, aquela sensação de "porque não sou assim" ou "como ela pode ser assim e eu não". No fim das contas, se alguém sente inveja de você, se se incomoda com sua presença, é porque você de alguma forma impressiona e por tanto desperta o despeito e o mal estar em pessoas que se sentem menores e com pouco brilho em relação à você. Coitadas dessas pessoas, elas tem um problema terrível de auto-estima. Por algum motivo, geralmente na aparência, sentem-se sempre por baixo, diminuídas e saem por aí destilando veneno. O que é fod* é que desse jeito, nunca sairão desse estado de espírito tão pouco sociável, que só faz mal a elas mesmas, porque a pessoa que lhe causa inveja esta por aí livre, leve e solta, pronta para tudo que a vida oferece, enquanto os invejosos, estão empoleirados na cerca, feito corvos, observando e se remoendo.
Só digo que para mim a inveja não é nada, não me deixo abater por essas energias ruins, simplesmente porque não fico me comparando a ninguém, porque confio muito em mim, no meu bom astral, simpatia e sensualidade. Sei que não sou "a mais linda de todas" - quer dizer, posso não estar dentro de um padrão de beleza que é estereotipado hoje em dia, mas não ligo mesmo para padrões, porque estou dentro do normal, da beleza admirável interior e exterior, que é percebida por dentro e refletida por fora e feliz porque isso para mim não é o mais importante, nunca foi empecilho para nada, nunca me paralisou me fez desistir da nada que eu queria, nem de ninguém. Percebo tudo o que tenho de bom, e que não deixo nada a desejar a ninguém.

Aos que sentem prazer em invejar, em deixar que esse nosferatus se crie, eu lamento muito, só terão decepções e fracassos na vida e se tornarão pessoas amargas e feias - sim, porque sentimentos ruins, enfeiam pessoas por dentro, o que se reflete por fora.

Luα·٠•●

***
"Ninguém é realmente digno de inveja, e tantos são dignos de lástima..."

"A inveja é um desejo paralítico, que não suporta a ambição bem sucedida."

"É tão natural as pessoas destruirem o que não podem possuir, negarem o que não compreendem, insultarem o que invejam."


*+*+*+*+

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

terça-feira, 5 de agosto de 2008

Pra Bom Entendedor

Imprescindível o que você fez por mim. Perceptível para qualquer um a mudança. Em 25 anos aprende-se pouco, mas o suficiente pra viver até tal idade e dizer: meu bolo de aniversário é poder te ver de cima. Percebeu a diferença? Volta por cima sem volta. Seu nome sem a mínima lembrança. Teus antigos dias com apenas uma relação: progresso.
Dizem que leva-se vinte e uma repetições para que alguém se acostume a fazer algo. Nem cem me fariam me acomodar por tão pouco. Nem meu pouco orgulho me sujeitaria a tanto. Hoje eu consigo encher teu vazio de palavras não com minha expectativa. Enchi com experiência.
A partir daí não há vestígios, apenas minha gratidão: obrigada, mas obrigada mesmo,por cada decepção. Por existir com tão pouca vontade. Por duvidar que eu notaria. Por subestimar meus valores. Nunca, em meio a tantas histórias, fui jogada para tão longe do mal. E para tão perto de mim. Ontem você me afastou. Hoje, é meu principal impulso.
Amor próprio, percepção e seletividade.Minhas portas continuam sem trancas, mas o alarme está ligado. E eu, mais do que nunca, imune.
Que você, um dia, tenha a mesma sorte.

domingo, 3 de agosto de 2008

Que se danem os 'nós'

Vim gastando meus sapatos , Me livrando de alguns pesos
Perdoando meus enganos, Desfazendo minhas malas
Talvez assim chegar mais perto...

Vim achei que eu me acompanhava e ficava confiante
Outra hora era o nada... A vida presa num barbante
E era eu quem dava o nó

Eu lembrava de nós dois mas já cansava de esperar
E tão só eu me sentia E segui a procurar
Esse algo, alguma coisa
Alguém que fosse me acompanhar...


Se há alguém no ar, responda se eu chamar
Alguém gritou meu nome?? Ou eu quis escutar??

Vem... eu sei que tá tão perto
E por que não me responde??

Se também tuas esperas te levaram pra bem longe ...
É longe esse lugar

Vem nunca é tarde ou distante
Pra te contar os meus segredos
A vida solta num instante
Tenho coragem tenho medo sim

Que se danem "os nós"...

Tem dias que a gente se sente como quem partiu ou morreu...

É. Tem dias em que a gente se sente assim mesmo. Como quem partiu ou morreu. Normalmente acontece quando a gente cai em si e vê que perdeu um pedaço da história, mas não sabe onde, nem como, porque apesar de estar se sentindo como quem partiu ou morreu, na realidade nunca partiu. Sempre esteve ali. Achou que estava presente, achou que estava sendo companheira e de repente, percebe que não foi nada disso. Alguma coisa realmente aconteceu. Mas você não sabe o que, nem como, nem onde, nem quando e muito menos o por quê. Aí, você começa a tentar de todas as formas resgatar o que parece ter ficado pra trás, entender o que se passou, mas não adianta. Bate um desespero, uma agonia, uma dor no peito que nada faz passar. A gente tentar raciocinar, mas há muitos momentos em que o raciocínio dá lugar ao sentimento e aí não tem célula cinzenta que dê jeito. O negócio é ir chorar na cama que é lugar quente. Ou embaixo do chuveiro pras lágrimas rolarem mais soltas, sem inibição. De vez em quando a gente até soluça, respira fundo, mas os olhos não secam. A dor no peito não passa e a impotência massacra a nossa alma. Não há nada que se possa fazer além de simplesmente estar ao alcance do abraço.

sábado, 2 de agosto de 2008

A Velha história




Eu perguntei pra Deus o que fazer. Não sei de onde a voz veio, mas era a mesma que sempre me dizia pra pensar um pouco em mim. Que só assim as coisas iriam sair bem e o conforto viria independente da situação. Mas o coração aqui pulsa. E você vive em mim de tal maneira que eu não consigo separar o emocional do racional, e sigo pensando que amar você assim é a coisa mais sensata a se fazer.
Passou a ser confuso quando se tornou um misto de sentimento e dor. A dor aqui nunca foi citada, sempre foi camuflada, jogada num canto. Nunca eu aceitaria a presença dela numa história tão bonita, tão concreta, tão fantasiada... por mim, sempre por mim. A autora dos meus romances e das minhas tragédias. A protagonista e a única atriz no final.
Eu nunca gostei de montanhas-russas. Nunca me agradou tuas oscilações que iam tão contra essa minha fábula do amor perfeito. De alguma forma tudo o que eu sentia por você era tão grande, e tão completo, que escondeu o teu lado. Esse lado que na verdade, nunca foi metade. Foi o tempo todo único, inteiro, emprestado, do jeito que aqueles vários livros de auto-ajuda iriam dizer pra que você não se envolvesse. Mas eu, eu não soube evitar. Eu não soube separar, e desde o início eu queria viver nos teus olhos, porque você já vivia nos meus.
E de repente a minha imagem nos teus olhos dividiu-se em três, quatros cenários, ocupando espaço junto com outros objetos da tua vida. A minha história encarava a realidade mais uma vez e mais uma vez eu era insatisfeita, sozinha, pequena. Querendo mais pra você, querendo o óbvio pra mim. Uma mão que segurasse a minha enquanto eu desenhasse as palavras da nossa história. Um colo que me envolvesse, enquanto eu me escondia desse mundo cheio de razões e friagens. Uma surpresa que viesse quando o sol não aparecesse. Uma resposta pra todas as vezes em que eu chamei. Sei lá, um coração vermelho e pulsando apaixonado, que só conseguisse me ver na sua frente, que só existisse dessa forma porque vive por mim. Porque eu vivo por você, eu sempre pulsei por você.
E desde que o silêncio se tornou capaz de gerar dúvidas, desde que o chão se tornou tão presente, as coisas têm sido frias. Eu me ocupo de preocupações, eu doso pensamentos e conto os olhares que dirijo àquela fotografia nossa em que eu saí sorrindo e você não. Eu sinto a cavalaria das minhas memórias se aproximando e, com crueldade, elas trazem pra mim tudo aquilo que na minha vida foi errado. Todas as vezes que eu chorei enquanto você dormia. Todas as frases sem resposta. Todas as vezes em que a minha mão quente segurava a tua, e a tua me soltava. Todos os cuidados esperados que não existiram.
Toda essa dualidade absurda que se forma na minha cabeça quando você me abraça e jura, diz e mostra que eu estou errada, que os fatos estão errados e que SIM, você me ama. .Aí eu tenho uma vontade igualmente absurda de que você estivesse bêbado nas vezes em que se acomodou, subiu a voz, fez de menos por mim. Eu esqueço por um momento e volto a ser sua como uma criança que volta a acreditar. Eu me recomponho, desafio o universo, danço por dentro. Até cair num passo malfeito e notar que a única dançando, sempre fui eu. A iniciativa, sempre foi minha. Os detalhes, bordados por mim. As decepções, sempre prontas para existir, aproveitaram tuas brechas e tomaram carona no teu ombro.
Talvez realmente existisse aqui uma certa profundidade. Talvez por isso mesmo que sentimentos rasos não consigam me tocar.
Não com atitudes rasas. Não com conclusões empíricas a respeito de algo que pra mim sempre foi tão concreto. E que, como concreto, há de ser duro, há de ser pedra, há de quebrar na queda .Há de ser tão cruel na defesa desses golpes que dou no ar, enquanto meu corpo trava essa luta invisível contra minhas dúvidas.
Porque até o que eu sei foi posto à prova. E o que eu sei é que eu tinha nos meus olhos uma ingenuidade e um brilho que só de pensar em você já transbordava em palavras. Hoje, eu sou o limite em pessoa. Eu me seguro e não há poesia. Há o mudo, há o cru. Há a soma de tudo o que foi insuficiente e torturante até agora. E há esse cansaço, que mata meu amor a cada descuido teu.
Por mais lindo que isso tudo me tenha parecido até hoje... já não sei mais o que é melhor pra mim.
Que os contos de fada continuem terminando em reticências, pra que não se precise prever o final. Pra que, em um futuro distante, quem sabe eu possa voltar a acreditar que alguém tomará o meu lugar e contará uma história bonita dessas por mim. Pelo menos uma em que não haja apenas uma protagonista.
Pelo menos uma em que o príncipe fizesse questão de existir...

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

"How I wish, how I wish you were here
We're just two lost souls
Swimming in a fish bowl,
Year after year,
Running over the same old ground.
What have we found?
The same old fears
Wish you were here..."
. . .
...
.
.
.
.
"Aah...don't even think about gettin' inside
Voices in me head...ooh, voices
I got scratches, all over my arms
One for each day, since I fell apart
I did...oh, what I had to do, if there was a reason, it was you..."

hã?

Se esperarmos até estarmos prontos...
Esperamos até morrer...




Quando foi a última vez que paraste, reavaliaste a tua vida
e pensaste no que realmente te vale a pena?

Descobre para onde todos estão a ir e vai em sentido contrário.
Terás maiores chances de teres sucesso.







quarta-feira, 30 de julho de 2008

Coldplay para mim...


Quando você tenta o melhor que pode
mas não dá certo
Quando você consegue o que quer
mas não o que precisa
Quando você se sente tão cansado
mas não consegue dormir
Preso em marcha ré
Quando as lágrimas começam a rolar pelo seu rosto
Quando você perde alguma coisa que não pode repor
Quando você ama alguém mas tudo acaba
Poderia ser pior que isso?
Luzes vão te guiar até em casa
E inflamar teus ossos
E eu vou tentar te consertar

E bem lá no alto ou bem no fundo
Quando você está apaixonada demais pra esquecer
Mas se você nunca tentar, nunca vai saber
O quanto você vale
Luzes vão te guiar até em casa
E inflamar teus ossos
E eu vou tentar te consertar...

Meu Momento traduzido...

Amado
Vanessa Da Mata

Como pode ser gostar de alguém
E esse tal alguém não ser seu?...
Fico desejando nós gastando o mar
Pôr-do-sol, postal, mais ninguém...

Peço tanto a Deus
Para esquecer
Mas só de pedir me lembro ...
Minha linda flor
Meu jasmim será
Meus melhores beijos serão seus...

Sinto que você é ligado a mim
Sempre que estou indo, volto atrás
Estou entregue a ponto de estar sempre só
Esperando um sim ou nunca mais

É tanta graça lá fora passa
O tempo sem você
Mas pode sim
Ser sim amado e tudo acontecer!

Sinto absoluto o dom de existir,
Não há solidão, nem pena
Nessa doação, milagres do amor
Sinto uma extensão divina

É tanta graça lá fora passa
O tempo sem você
Mas pode sim
Ser sim amado e tudo acontecer!

Quero dançar com você
Dançar com você
Quero dançar com você
Dançar com você...

"e eu te vi passar por mim..."

sábado, 26 de julho de 2008


venha pra mim...
Olha-me...
Vê...
Sei que lês...
Sou tua... tu sabes...

apareceste de repente...
eu ainda descansava
tu vieste
e ficaste olhando-me
vendo-me dormir
ali ficaste...
mas acordei...
com os teus lábios
nos meus seios...
com as tuas mãos quentes
no meu corpo...
que linda
forma de acordar...
o meu corpo
feito para receber o teu...
no calor do amor
no calor do nosso prazer...
Oh!! como sou tão tua
e tu és tão meu...
Recordas aquela noite ??
Eu não me esqueço...