segunda-feira, 4 de agosto de 2008

Tradução The Reason - Hoobastank

Eu não sou uma pessoa perfeita
Há muitas coisas que eu gostaria de não ter feito
Mas eu continuo aprendendo
Eu não pretendia fazer aquelas coisas com você...
E então eu tenho que dizer antes de ir
Que eu apenas quero que você saiba:

Eu encontrei uma razão para mim
Para mudar quem eu costumava ser
Uma razão para começar de novo
E a razão é você...


Eu sinto muito ter te magoado
É algo que eu devo conviver todos os dias
E toda a dor que eu te fiz passar
Eu gostaria de poder retirá-la completamente
E ser aquele que apanha todas as suas lágrimas
É por isso que eu preciso que você escute

Eu encontrei uma razão para mim
Para mudar quem eu costumava ser
Uma razão para começar de novo
E a razão é você...
é você...
você... você...


Eu encontrei uma razão para mostrar
Um lado meu que você não conhecia
Uma razão para tudo que eu faço
E a razão é você...

domingo, 3 de agosto de 2008

Que se danem os 'nós'

Vim gastando meus sapatos , Me livrando de alguns pesos
Perdoando meus enganos, Desfazendo minhas malas
Talvez assim chegar mais perto...

Vim achei que eu me acompanhava e ficava confiante
Outra hora era o nada... A vida presa num barbante
E era eu quem dava o nó

Eu lembrava de nós dois mas já cansava de esperar
E tão só eu me sentia E segui a procurar
Esse algo, alguma coisa
Alguém que fosse me acompanhar...


Se há alguém no ar, responda se eu chamar
Alguém gritou meu nome?? Ou eu quis escutar??

Vem... eu sei que tá tão perto
E por que não me responde??

Se também tuas esperas te levaram pra bem longe ...
É longe esse lugar

Vem nunca é tarde ou distante
Pra te contar os meus segredos
A vida solta num instante
Tenho coragem tenho medo sim

Que se danem "os nós"...

Tem dias que a gente se sente como quem partiu ou morreu...

É. Tem dias em que a gente se sente assim mesmo. Como quem partiu ou morreu. Normalmente acontece quando a gente cai em si e vê que perdeu um pedaço da história, mas não sabe onde, nem como, porque apesar de estar se sentindo como quem partiu ou morreu, na realidade nunca partiu. Sempre esteve ali. Achou que estava presente, achou que estava sendo companheira e de repente, percebe que não foi nada disso. Alguma coisa realmente aconteceu. Mas você não sabe o que, nem como, nem onde, nem quando e muito menos o por quê. Aí, você começa a tentar de todas as formas resgatar o que parece ter ficado pra trás, entender o que se passou, mas não adianta. Bate um desespero, uma agonia, uma dor no peito que nada faz passar. A gente tentar raciocinar, mas há muitos momentos em que o raciocínio dá lugar ao sentimento e aí não tem célula cinzenta que dê jeito. O negócio é ir chorar na cama que é lugar quente. Ou embaixo do chuveiro pras lágrimas rolarem mais soltas, sem inibição. De vez em quando a gente até soluça, respira fundo, mas os olhos não secam. A dor no peito não passa e a impotência massacra a nossa alma. Não há nada que se possa fazer além de simplesmente estar ao alcance do abraço.

A Voz do Silêncio

Pior do que a voz que cala,
é um silêncio que fala.

Simples, rápido! E quanta força!

Imediatamente me veio à cabeça situações
em que o silêncio me disse verdades terríveis,
pois você sabe, o silêncio não é dado a amenidades.
Um telefone mudo. Um e-mail que não chega.
Um encontro onde nenhum dos dois abre a boca.

Silêncios que falam sobre desinteresse,
esquecimento, recusas.

Quantas coisas são ditas na quietude,
depois de uma discussão.
O perdão não vem, nem um beijo,
nem uma gargalhada
para acabar com o clima de tensão.

Só ele permanece imutável,
o silêncio, a ante-sala do fim.

É mil vezes preferível uma voz que diga coisas
que a gente não quer ouvir,
pois ao menos as palavras que são ditas
indicam uma tentativa de entendimento.

Cordas vocais em funcionamento
articulam argumentos,
expõem suas queixas, jogam limpo.
Já o silêncio arquiteta planos
que não são compartilhados.
Quando nada é dito, nada fica combinado.

Quantas vezes, numa discussão histérica,
ouvimos um dos dois gritar:
"Diz alguma coisa, mas não fica
aí parado me olhando!"

É o silêncio de um, mandando más notícias
para o desespero do outro.

É claro que há muitas situações
em que o silêncio é bem-vindo.
Para um cara que trabalha
com uma britadeira na rua,
o silêncio é um bálsamo.
Para a professora de uma creche,
o silêncio é um presente.
Para os seguranças de um show de rock,
o silêncio é um sonho.

Mesmo no amor,
quando a relação é sólida e madura,
o silêncio a dois não incomoda,
pois é o silêncio da paz.

O único silêncio que perturba,
é aquele que fala.

E fala alto.

É quando ninguém bate à nossa porta,
não há emails na caixa de entrada
não há recados na secretária eletrônica
e mesmo assim, você entende a mensagem

Martha Medeiros

sábado, 2 de agosto de 2008

A Velha história




Eu perguntei pra Deus o que fazer. Não sei de onde a voz veio, mas era a mesma que sempre me dizia pra pensar um pouco em mim. Que só assim as coisas iriam sair bem e o conforto viria independente da situação. Mas o coração aqui pulsa. E você vive em mim de tal maneira que eu não consigo separar o emocional do racional, e sigo pensando que amar você assim é a coisa mais sensata a se fazer.
Passou a ser confuso quando se tornou um misto de sentimento e dor. A dor aqui nunca foi citada, sempre foi camuflada, jogada num canto. Nunca eu aceitaria a presença dela numa história tão bonita, tão concreta, tão fantasiada... por mim, sempre por mim. A autora dos meus romances e das minhas tragédias. A protagonista e a única atriz no final.
Eu nunca gostei de montanhas-russas. Nunca me agradou tuas oscilações que iam tão contra essa minha fábula do amor perfeito. De alguma forma tudo o que eu sentia por você era tão grande, e tão completo, que escondeu o teu lado. Esse lado que na verdade, nunca foi metade. Foi o tempo todo único, inteiro, emprestado, do jeito que aqueles vários livros de auto-ajuda iriam dizer pra que você não se envolvesse. Mas eu, eu não soube evitar. Eu não soube separar, e desde o início eu queria viver nos teus olhos, porque você já vivia nos meus.
E de repente a minha imagem nos teus olhos dividiu-se em três, quatros cenários, ocupando espaço junto com outros objetos da tua vida. A minha história encarava a realidade mais uma vez e mais uma vez eu era insatisfeita, sozinha, pequena. Querendo mais pra você, querendo o óbvio pra mim. Uma mão que segurasse a minha enquanto eu desenhasse as palavras da nossa história. Um colo que me envolvesse, enquanto eu me escondia desse mundo cheio de razões e friagens. Uma surpresa que viesse quando o sol não aparecesse. Uma resposta pra todas as vezes em que eu chamei. Sei lá, um coração vermelho e pulsando apaixonado, que só conseguisse me ver na sua frente, que só existisse dessa forma porque vive por mim. Porque eu vivo por você, eu sempre pulsei por você.
E desde que o silêncio se tornou capaz de gerar dúvidas, desde que o chão se tornou tão presente, as coisas têm sido frias. Eu me ocupo de preocupações, eu doso pensamentos e conto os olhares que dirijo àquela fotografia nossa em que eu saí sorrindo e você não. Eu sinto a cavalaria das minhas memórias se aproximando e, com crueldade, elas trazem pra mim tudo aquilo que na minha vida foi errado. Todas as vezes que eu chorei enquanto você dormia. Todas as frases sem resposta. Todas as vezes em que a minha mão quente segurava a tua, e a tua me soltava. Todos os cuidados esperados que não existiram.
Toda essa dualidade absurda que se forma na minha cabeça quando você me abraça e jura, diz e mostra que eu estou errada, que os fatos estão errados e que SIM, você me ama. .Aí eu tenho uma vontade igualmente absurda de que você estivesse bêbado nas vezes em que se acomodou, subiu a voz, fez de menos por mim. Eu esqueço por um momento e volto a ser sua como uma criança que volta a acreditar. Eu me recomponho, desafio o universo, danço por dentro. Até cair num passo malfeito e notar que a única dançando, sempre fui eu. A iniciativa, sempre foi minha. Os detalhes, bordados por mim. As decepções, sempre prontas para existir, aproveitaram tuas brechas e tomaram carona no teu ombro.
Talvez realmente existisse aqui uma certa profundidade. Talvez por isso mesmo que sentimentos rasos não consigam me tocar.
Não com atitudes rasas. Não com conclusões empíricas a respeito de algo que pra mim sempre foi tão concreto. E que, como concreto, há de ser duro, há de ser pedra, há de quebrar na queda .Há de ser tão cruel na defesa desses golpes que dou no ar, enquanto meu corpo trava essa luta invisível contra minhas dúvidas.
Porque até o que eu sei foi posto à prova. E o que eu sei é que eu tinha nos meus olhos uma ingenuidade e um brilho que só de pensar em você já transbordava em palavras. Hoje, eu sou o limite em pessoa. Eu me seguro e não há poesia. Há o mudo, há o cru. Há a soma de tudo o que foi insuficiente e torturante até agora. E há esse cansaço, que mata meu amor a cada descuido teu.
Por mais lindo que isso tudo me tenha parecido até hoje... já não sei mais o que é melhor pra mim.
Que os contos de fada continuem terminando em reticências, pra que não se precise prever o final. Pra que, em um futuro distante, quem sabe eu possa voltar a acreditar que alguém tomará o meu lugar e contará uma história bonita dessas por mim. Pelo menos uma em que não haja apenas uma protagonista.
Pelo menos uma em que o príncipe fizesse questão de existir...

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

"How I wish, how I wish you were here
We're just two lost souls
Swimming in a fish bowl,
Year after year,
Running over the same old ground.
What have we found?
The same old fears
Wish you were here..."
. . .
...
.
.
.
.
"Aah...don't even think about gettin' inside
Voices in me head...ooh, voices
I got scratches, all over my arms
One for each day, since I fell apart
I did...oh, what I had to do, if there was a reason, it was you..."

hã?

Se esperarmos até estarmos prontos...
Esperamos até morrer...




Quando foi a última vez que paraste, reavaliaste a tua vida
e pensaste no que realmente te vale a pena?

Descobre para onde todos estão a ir e vai em sentido contrário.
Terás maiores chances de teres sucesso.