segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Por Natty



Ganhei da Natty o Troféu Amigo, muito obrigada! Amei!







Esses blogs são extremamente charmosos. Esses blogueiros têm o objetivo de se achar e serem amigos. Eles não estão interessados em se auto promover. Nossa esperança é que quando os laços desse troféu são cortados ainda mais amizades sejam propagadas. Entregue esse troféu para oito blogueiros(as) que devem escolher oito outros blogueiros(as) e incluir esse texto junto com seu troféu!

Os 8 blogueiros {as}:



http://meumundoseutbm.blogspot.com/


http://averdadesobreamah.blogspot.com/


http://poemasepoesias-blog.blogspot.com/


http://mulheresimperfeitas.blogspot.com/


http://conspicuamenteconspicua.blogspot.com/


http://palhacadahein.blogspot.com/


http://mulher-maravilha-de-araque.blogspot.com/


http://sahgarcia.blogspot.com/

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Luz

"Foi por não ser vela,
que o vento não apagou.
Era vagalume.
Tinha a vida inteira para brilhar."

A Diferença


.::. "De todas as tentativas que eu tive para tentar falar de amor, eu falhei. Falhei em todas porque sempre fui muito afetiva quando estava longe e muito fria quando estava perto; porque sempre achei que as pessoas erradas eram as certas e as certas não existiam. Fiz cafajestes se tornarem príncipes encantados nos meus delírios adolescentes fantasiosos que só conseguiam fantasiar como seria a vida de uma menina pura, doce, rosada e sem graça, que eu, Luana, nunca fui.

E eu espantava os caras perfeitos porque eu posso ser tudo nessa vida, menos perfeita. Porque eu sei fazer cara de blasè, mas na maioria das vezes eu faço é cara de nojo mesmo e cuspo pra fora todas as merdas que cuspiram em mim antes, evitando assim morrer de úlcera, morrer de tanto engolir e engasgar com as mesmas merdas que todo mundo engasga enquanto finge que é normal. Eles continuam tossindo com a mão na frente da boca, e eu continuo vomitando minhas verdades por aí, espantando o bíceps robusto e o cabelo com gel pra longe de mim.

Passei um tempão incontável da minha vida achando que por mais que eu me esforçasse, eu nunca seria capaz de achar alguém que agüentasse a minha presença porque às vezes sou mal-humorada e meu cabelo não é tão liso quanto parece. Tinha medo de ser muito forçada na hora de atrair alguém, e acabar repelindo essa pessoa quando ela descobrisse que de noite eu sentia solidão e enfiava meu travesseiro entre as pernas pra preencher um vazio que os babacas do sábado a noite nunca preencheriam.

E você chegou de repente com o seu jeito de risada rosada de quem não sabe onde enfiar a cara quando alguém fala algum absurdo. Eu sempre falando tantos absurdos pra você, te deixando vermelho, quente, meio tarado pela idéia de me ver brava de novo, fazendo charminho pras coisas que tanto eu quanto você sabemos que eu acabo por ceder. Pra você, sempre. Me arrepiou do dedo mindinho do pé até o fio do ponto mais alto da minha cabeça, e eu tive certeza absoluta que não eram simples formalidades dessa vez, que não ia ser fugaz e fútil e que era "bão", era "bão".

O seu jeito -- que eu sempre achei que era o exato jeito que brigava com o meu -- me completou de uma forma que eu não consigo falar, porque toda vez que eu tento, percebo que minha boca está ocupada de você e que as horas passaram sem que eu nem ao menos ouvisse a porra dos sininhos tocarem ou as nojentas das borboletas voarem dentro de mim. Os sininhos não existem e eu sempre tive asco do corpo de inseto da borboleta, aí eu resolvi deixar de ser a idealizadora da felicidade glamourosa pra ir viver o gozo da vida simples que eu sempre ignorei.

Cansei de andar nas pontas do pés e resolvi andar de pé inteiro, no chão, no barro, no barranco. Despenquei e caí lá em baixo: totalmente de quatro por você.Tão brega na minha paixonite que não ligo pra nenhuma das besteiras que eu ligava há dois minutos atrás. O tempo vai mudando rápido e a felicidade não poderia ser mais real e presente nas nossas vidas."


Obrigada, boy.(rs!)



.::. Eu estou feliz, e isso já diz tudo.

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Ah, o Amor...




Vista o moletom e deixe os chinelos em casa. Sente como a areia molhada combina com saudade? E é desaudades e surpresas que se faz o sorriso. De sorrisos que se faz cada um desses meus dias
agora tão mais completos. Dizem que um coração cheio é garantia de um vocabulário vazio. Eu custava a acreditar até sentir que do estômago, as borboletas tomaram conta de salas, quartos, livros, fotografias, canções... E já não importa as palavras que faltam, desde que eu perceba que elas nada têm a ver com inspiração. Inspirada eu estava mesmo no dia em que não te deixei passar...


Deixe de lado a camisa só pra eu te sentir meu e pra eu me sentir mais eu. Dizem que a pessoa certa existe para cada um que acredita em certezas e não duvida de um destino quase irônico e pouco sarcástico. Eu custava a acreditar até perceber que nossos caminhos sempre se cruzariam, simplesmente porque até mesmo os nós, os embaraços, os desalinhos, passam pelo mesmo lugar. Mentira! Foi aí que acreditei em destino... em sorte... em Santo Antonio... em mágica... em amor de carnaval... em luas amarelas e tardes coloridas. Até em arco-íris eu passei a acreditar. Sete, pra ser mais precisa. Acreditei em você, em mim, em dois, tanto em nós..


Agora senta aqui e olhe as estrelas... Do que mais gosto nelas? Gosto tanto de perceber que enquanto as vejo em tantas, percebo quase nenhuma. Gosto de fixar os olhos naquela ao centro e perceber como só então seu brilho me chama, grita no topo do mundo, pede e consegue minha atenção. Gosto de analogias e metáforas, de ser só tua, de te ter só meu. Gosto de escrever e caminhar assim, de mãos dadas à beira-mar, só pra guardar algumas boas lembranças a mais,
ali naquela caixa, que quase já não fecha. E gosto de você. Não um gostar simples, um gostar chocho, um gostar murcho. Gosto, não, amo, porque esse amar está uns 10 metros acima do silêncio, outros 20 acima das diferenças, outros 30 dos erros costumeiros e um infinito a perder de vista dos amores passageiros. Amo porque te amar me faz bem. E amo porque a cada dia, quando senta do meu lado e sorri, o que você pensa ser um suspiro, sou eu bem baixinho dizendo "que bom que eu te escolhi"...

domingo, 4 de janeiro de 2009

FINALMENTE AS BORBOLETAS





.::.Um dia eu falei pra você que eu ia te contar direitinho como eu era, que ia falar assim, tin-tin por tin-tin, de como era ser eu da hora que eu acordasse até a hora em que eu conseguisse dormir. Eu falei que ia ser sua melhor amiga e que você seria meu conselheiro, meu cavaleiro alado que me ajudaria nos problemas sentimentais e me protegeria com unhas e dentes da raiva do mundo. Eu falei que eu queria ficar com outra pessoa e que queria que você estivesse lá a cada momento que eu sentisse que a pessoa que eu te disse não era certa. Falei tantas coisas pra você e quando me dei conta falava mais com você do que com todas as outras pessoas idealizadas de quem eu falava pra você.



Um dia me disseram que as maiores histórias de amor saem das mais belas amizades, e isso me fez pensar em como seria amar alguém de quem eu já gostava tanto. Mas a minha imaturidade me deu medo de sobra e atitude de menos pra dizer isso pra você desde a primeira vez que eu senti a pontadinha aguda na boca do estômago; a minha compulsão adolescente acabou me dizendo que tudo poderia não passar de mais um caso Joey e Dawson e que eu poderia machucar você, e à mim também. Então eu sentei minha insegurança na cadeira e esperei pacientemente pelo dia em que eu ouvisse da sua boca que não era só amizade; e nesse meio tempo eu fui me convencendo de que, realmente, não poderia passar disso... de que jeito, Lu?



Aí um belo dia, em que eu nem lembrava do quão boba eu era por idealizar tantas coisas e sofrer tanto depois com as conseqüências delas, você olhou pra mim com outros olhos e o meu olhar desacostumado teve um trimilique eufórico que nem bem eu mesma consegui entender na hora. E depois daquela, as outras horas foram passando rápido demais pra ser inverno, e os milagres do verão foram chegando sem que eu tivesse tido tempo de, ao menos, pegar o meu protetor solar. Você queimou minhas inseguranças e cegou minha córnea para as baboseiras falsamente bonitas que eu tentava enfiar na minha cabeça que eram o que eu queria pra mim. E eu me esquentei de longe nesse seu verão fora de época, eu fui me esquivando pelas beiradas, mas quando me dei conta você tinha acertado em cheio o centro de tudo.



E não, agora já não é inverno... agora já não sou eu com emoções plastificadas, sorrisos forçados, vontades inventadas, amores simulados. É, eu estou dissimulada e a culpa é sua; você virou tudo de ponta cabeça e os hormônios clamam pra você chegar mais e mais perto, até a gente virar um só. E te ter tão longe dói não mais onde eu tive a pontada, dói um pouco mais pra cima, num lugar do meu corpo que eu achei que tivesse manifestado falência de órgãos. E é aí que meu medo volta a existir, eu tenho medo de amar você porque eu sei que se não for amor de verdade, a queda vai ser grande dessa vez. Mas aí você vem suave e amortece as pancadas que a vida me dá, e é nessa hora que você não tem defeitos e nem o seu gosto musical duvidoso me incomoda mais.



Dos dois ditados populares eu tirei a seguinte lição: a amizade pode virar amor e a dama vai acabar sempre ficando com o vagabundo, sabe por quê?

Porque os opostos se atraem, e ainda não me mostraram nada que fosse melhor nessa vida do que esse amor sem fim que eu sinto por você; bem aqui, bem eterno.

[Rani G.]